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PIDE REGRESSA À ESCOLA PÚBLICA

Por: Ricardo Pinto em quarta-feira, 20 abril 201115 Comentários

A partir de agora os alunos das escolas públicas terão que se sujeitar a uma série de regras que se não forem cumpridas à risca, poderá em casos extremos resultar na suspensão do aluno.

O aluno que esteja na fila do refeitório para ir almoçar, terá de ceder o seu lugar caso apareça um professor ou um funcionário do Agrupamento de Escolas da Alapraia, Cascais.

Já na escola de Almancil, tatuagens e piercings só são permitidos se não estiveram à mostra. Dentro ou fora da escola, os alunos devem ter os cabelos “cortados, limpos e penteados”, os rapazes “barbeados”, as raparigas de unhas limpas e sem vernizes.

Já no agrupamento de escolas do Sudeste de Baião, o aluno que for apanhado a espreitar revistas com mulheres em poses “eróticas” está em claro incumprimento, sendo punido por tal acto.

As escolas da Senhora da Hora (Matosinhos), proíbem shorts e tops curtos, ao passo que as escolas de Poiares, avisam os alunos que não podem exibir roupa interior.

Já o Agrupamento Matilde Rosa Araújo (Cascais) obriga os alunos a assistirem à aula, mesmo quando chegar atrasado, ainda que tenha falta. O Agrupamento de Escolas de Aradas (Aveiro) fica-se pela proibição do manuseamento das persianas sem autorização do professor.

Estas são apenas algumas das medidas que muitas das escolas portugueses pretendem levar a bom porto e desengane-se quem pensa que as medidas restritivas ficarão por aqui.

 

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15 Comentários »

  • Maria Artur comentou:

    São as medidas de austeridade do nosso país, como é possível.

  • Ricardo Pinto comentou:

    Como é possível em pleno século XXI:
    - raparigas que não podem pintar as unhas;
    - professores que passam à frente de alunos (têm horários a cumprir, pelo que sei os alunos também…)
    - alunos que mesmo com falta têm de assistir às aulas— se o aluno falta automaticamente sabe quais são as represálias.
    Medidas absurdas em alguns casos…

  • Manuel João comentou:

    Anda tudo doido…tanto do lado dos alunos como dos professores!

  • Maria Artur comentou:

    Não concordo nada com algumas medidas.Não se puder pintar as unhas não há mal nenhum.enfim é o país que temos.

  • Ricardo Pinto comentou:

    Ouvi uma professora muito fofinha dizer:
    «Antigamente o governo dava uma batinha branca aos alunos, deviam fazer o mesmo agora…»
    E esta, hem?

  • Maria Artur comentou:

    que horror, nem pensar.Ou menos cada criança deve ir bem vestida, isso também depende muito do estilo das pessoas.

  • Cristina Peixoto comentou:

    para não haver problema nas escolas, os alunos deviam usar fardas, assim ninguém reclamava das roupas dos alunos. Agora proibir a usar qualquer tipo de acessório ou outras coisas, isso não, não concordo. Anda tudo maluco

  • Maria Artur comentou:

    Mas por vezes alguns alunos usam umas roupas muito desadequadas, com isso concordo (decotes enormes ou nos rapazes as calças mesmo no fundo).

  • Cristina Peixoto comentou:

    Assim com fardas ninguém comenta se vem mal vestido ou não, pois estão todos iguais.

  • Sara Sampaio comentou:

    É verdade que por vezes se aplicvam medidas destas nas escolas… mas no meu tempo era nas privadas que se punham com estas peneiras :S

  • Ricardo Pinto comentou:

    Pois, agora a passagem de testemunho para a escola pública.

  • Maria Artur comentou:

    Vamos ver se vai dar em alguma coisa.

  • Manuel João comentou:

    A questão dos uniformes faz sentido e tem resultados bastante interessantes a nível social.

    Se se queixam que do outro lado há preconceito, então do vosso também existe.

    A “bata branca” é uma ideia parva, mas a ideia de uniforme comum a qualquer escola pública não se pode descartar assim tão facilmente, apenas porque já têm uma ideia pré-concebida do que é usar farda. Entre os pontos positivos, podemos contar com uma menor distinção social (que é evidente através das roupas que os alunos levam para a escola), entre os alunos, maior integração (o factor do “estilo” já não entra na equação), criação de uma identidade comum à escola (uniforme torna-se um símbolo da escola). Entre outras.
    Entre as desvantagens, podemos contar com uma perda de individualidade em menor ou maior grau, perda de expressão pessoal e por aí.

    Podemos estar aqui a debater tudo isto, mas não é por acaso que nos países mais industrializados do mundo, a prática de usar uniforme é bastante comum e aceite (Japão é o melhor exemplo).

    De qualquer forma, “ah não, isso não” nem sempre é o melhor argumento ;)

  • Ricardo Pinto comentou:

    Pois são os prós e contras…

  • Alain comentou:

    Acho as medidas aqui referidas muito acertadas… o que se assiste hoje em dia nas escolas públicas é uma autêntica vergonha e uma total falta de respeito… e se fosse eu a mandar neste país, a batinha branca voltaria às escolas públicas!
    Alain – Funchal

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